PROJETO MORCEGOS & FRUTOS

Iniciei este projeto de quatro anos em agosto de 2006 no Departamento de Botânica da UFSCar, onde estou trabalhando como Pesquisador Associado. Veja na seção Publicações os trabalhos derivados deste projeto.

 

PROJETO

Título oficial



Frugivoria e dispersão de sementes em morcegos da família Phyllostomidae (Mammalia: Chiroptera)


Financiador: FAPESP, através da linha de fomento "Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes".

Objetivo geral: descrever a estrutura e compreender os mecanismos que regem as interações entre morcegos e frutos em diferentes níveis, dos indivíduos às comunidades.


Objetivos específicos:

1. Testar hipóteses baseadas na teoria do forrageio ótimo, a fim de compreender os mecanismos que determinam a seleção de frutos por morcegos nos níveis das espécies, plantas individuais e frutos;

2. Com base na teoria da dispersão de sementes, testar hipóteses sobre como morcegos podem beneficiar ou prejudicar plantas ao consumirem frutos e removerem sementes;

3. Usando a teoria das redes complexas, investigar a estrutura, a dinâmica e a fragilidade das interações morcego-fruto no nível das comunidades, dentro do contexto geral dos mutualismos facultativos.


Coordenador:

  • Dr. Marco Aurelio Ribeiro de Mello, UFSCar.

Colaboradores principais:

Técnica:

  • BSc. Flávia Maria Darcie Marquitti, bolsista TT-3/FAPESP, UFSCar.

Alunos:

  • Tiago Yamazaki Andrade, bolsista IC/FAPESP, UFSCar.

  • Patrícia Kerches Rogeri, bolsista IC/FAPESP, UFSCar.

  • M.Sc. Reinaldo Chaves Teixeira, doutorando/CAPES, UFSCar.

Agradecimento especial:

O COORDENADOR

 
Marco A.R. Mello  

Currículos online:        E-mail

   

 

Formação  

Graduação em Ciências Biológicas (Modalidade Ecologia) pela UFRJ, mestrado em Biologia pela UERJ (Concentração em Ecologia) e doutorado em Ecologia pela UNICAMP e a UNI-ULM (sandwich).

   

 

Temas de interesse  

Mutualismo, coevolução, interações animal-planta, frugivoria, dispersão de sementes.

   

 

Ocupação atual  

No momento, trabalho como Pesquisador Associado no Departamento de Botânica da UFSCar, dentro do programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes da FAPESP. Estou coordenando o Projeto Morcegos & Frutos, além de outros estudos paralelos.

   

 

Divulgação científica  

Além das minhas atividades como cientista e professor, também tenho trabalhado na divulgação do conhecimento científico para o público geral, principalmente em sites, revistas, jornais e TV.

   

 

Organizações científicas  

Sou primeiro-secretário da Sociedade Brasileira para o Estudo dos Quirópteros, membro da da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, da Socidade Brasileira de Mastozoologia e da American Society of Mammalogists.

 

VAGAS DE ESTÁGIO

Estágio remunerado

Se você é estudante de Biologia, Biotecnologia, Ecologia, Gestão Ambiental, Veterinária, Engenharia Florestal ou áreas afins, pode estagiar no Projeto Morcegos & Frutos (PM&F). Há oportunidades também para profissionais formados, que podem trabalhar em esquema de Capacitação Técnica ou como estudantes de Pós-Graduação. Se você tiver interesse em trabalhar no PM&F e tiver afinidade com uma de nossas linhas de pesquisa, entre em contato pelo e-mail casadosmorcegos@gmail.com. Na mensagem, informe o seu nível de formação, onde estuda ou trabalha, conte qual é sua área de interesse, explique suas intenções de trabalho e mande também o link do seu Currículo Lattes. Não avaliarei e-mails com informações incompletas ou vagas. Os candidatos serão analisados de acordo com seu perfil profissional e os pré-selecionados serão contatados para uma entrevista mais detalhada.

Estágio voluntário

Além das vagas remuneradas para desenvolvimento de subprojetos completos, também disponibilizo vagas para participação voluntária como auxiliar em trabalhos de campo por períodos curtos. Devo fazer duas campanhas condensadas de coleta de dados ainda no primeiro semestre de 2008. Farei um convite através desta página e de grupos de discussão online, especialmente SBEQ, Chiroptera-l, Batline, Frugivoria, Biotelemetria e Mastozoo-BR. Fique atento às informações divulgadas nesta página e nos grupos!

Vagas disponíveis

  • Nenhuma no momento. Mas sinta-se à vontade para mandar sua proposta, contendo as seguintes informações: (1) por que deseja estagiar no projeto; (2) por que deseja ser cientista; (3) o que é ciência; (4) por que deseja estudar ecologia e mutualismo.

 



PUBLICAÇÕES

Artigos científicos

2008 (+ aceitos e no prelo)

  • Mello MAR, Kalko EKV, Silva WR. 2008. Diet and abundance of the bat Sturnira lilium (Chiroptera: Phyllostomidae) in a Brazilian Montane Atlantic Forest. Journal of Mammalogy 89: 485–492.

  • Mello MAR, Kalko EKV, Silva WR. 2008. Movements of the bat Sturnira lilium and its role as a seed disperser of Solanaceae in the Brazilian Atlantic forest. Journal of Tropical Ecology 24: 225-228.


2007

  • Mello MAR. 2007. Influence of herbivore attack patterns on reproductive success of the shrub Piper hispidum (Piperaceae). Ecotropica 13(1): 1-6.

  • Mello MAR. 2007. Interações entre o morcego Sturnira lilium (Chiroptera: Phyllostomidae) e plantas da família Solanaceae. Biota Neotropica 7(1): online.

2006

  • Oprea M, Brito D, Mello MAR, Aguiar LMS. 2006. Ten years of Chiroptera Neotropical: accomplishments and future directions. Chiroptera Neotropical 12: 262-267.

  • Cruz D, Mello MAR, Van Sluys M. 2006. Phenology and floral visitors of two sympatric Heliconia species in the Brazilian Atlantic forest. Flora 201(7): 519-527.

  • Mello MAR, Pol A. 2006. First record of the bat Mimon crenulatum (E. Geoffroy, 1801) (Mammalia: Chiroptera) for the state of Rio de Janeiro, Southeastern Brazil. Brazilian Journal of Biology 66(2): 295-299.

2005

  • Mello MAR, Leiner NO, Guimarães Jr. PR, Jordano P. 2005. Size-based fruit selection of Calophyllum brasiliense (Clusiaceae) by bats of the genus Artibeus (Phyllostomidae) in a Restinga area, southeastern Brazil. Acta Chiropterologica 7(1): 179–182.

  • Mello MAR, Schittini GM. 2005. Ecological analysis of three bat assemblages from conservation units in the Lowland Atlantic Forest of Rio de Janeiro, Brazil. Chiroptera Neotropical 11(1-2): 206-210.

2004

  • Mello MAR, Schittini G, Selig P, Bergallo HG. 2004. A test of the effects of climate and fruiting of Piper species (Piperaceae) on reproductive patterns of the bat Carollia perspicillata (Phyllostomidae). Acta Chiropterologica 6(2): 309–318.

  • Brito D. Oliveira LC,  Mello MAR. 2004. An overview of mammalian conservation at Poço das Antas Biological Reserve, southeastern Brazil. Journal for Nature Conservation 12: 219-228.

  • Mello MAR, Schittini G, Selig P, Bergallo HG. 2004. Seasonal variation in the diet of the bat Carollia perspicillata (Chiroptera: Phyllostomidae) in an Atlantic Forest area in southeastern Brazil. Mammalia 68(1):49-55.

1998-2003

  • Bergallo HG, Esbérard CEL, Mello MAR, Lins V, Mangolin R, Melo GGS, Baptista M. 2003. Bat species richness in Atlantic Forest: what is the minimum sampling effort? Biotropica 35(2): 278-288.

  • Mello MAR. 2003. Interações entre o morcego Carollia perspicillata (Linnaeus, 1758) (Chiroptera: Phyllostomidae) e plantas do gênero Piper (Linnaeus, 1737) (Piperales: Piperaceae) em uma área de Mata Atlântica. Biota Neotropica 3(2): online.

  • Baptista M, Mello MAR. 2001. Preliminary inventory of the bat species of the Poço das Antas Biological Reserve, RJ. Chiroptera Neotropical 7(1): 133-135.

  • Mello MAR, Fernandez FAS. 2000. Reproductive ecology of the bat Carollia perspicillata (Chiroptera: Phyllostomidae) in a fragment of the Brazilian Atlantic Coastal forest. Zeitschrift für Säugetierkunde 65: 340-349.

  • Mello MAR, Nascimento JL, Fernandez FAS. 1999. How often should researchers go to the field to conduct demographic studies on Carollia perspicillata? Bat Research News 40(2): 39-41.

  • Mello MAR, Fernandez FAS. 1998. Variations in age structure and sex ratio of a Carollia perspicillata population in an Atlantic Forest fragment in southeastern Brazil. Bat Research News 39(3): 104. 

 Artigos de divulgação científica

  • Mello MAR. 2007. Morcegos e frutos: interação que gera florestas. Ciência Hoje 41(241): 30-35.

  • Mello MAR. 2007. Os semeadores de florestas. Jornal do Brasil 23/09/07 (117168): A36.

  • Figueiredo L. 2007. Senhores da noite. Revista Terra da Gente 3(35): 36-43. (apenas colaborei na matéria)

  • Mello MAR, Gonzaga MO. 2005. Falsas flores. Ciência Hoje 36(215).

  • Mello MAR. 2003. Projeto morcegos e plantas. Revista Ciência Online 8. (apenas na Internet).

  • Mello MAR. 2002. Morcegos gostam de pimentas. Ciência Hoje 32(189): 74-76.

  • Mello MAR. 1999. Quem são os morcegos? Tribuna do Sul 489, 11 de junho de 1999. Sombrio, Brasil.

  • Mello MAR. 1999. Wer sind die Fledermäuse? Boletim Inter-Cultural 23. Associação dos Professores de Alemão do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

 Capítulos de livros

  • Mello MAR, Passos FC. (in press). Frugivoria em morcegos brasileiros. In Morcegos do Brasil: biologia, sistemática, ecologia e conservação (ed. Pacheco SM, Esberard CEL, Marques RV).

  • Mello MAR. (in press). Morcegos on line. In Morcegos do Brasil: biologia, sistemática, ecologia e conservação (ed. Pacheco SM, Esberard CEL, Marques RV).

  • Bergallo HG, Hatano FM, Raíces DS, Ribeiro TTL, Alves AG, Luz JL, Mangolin R, Mello MAR. 2004. Os mamíferos da restinga de Jurubatiba. In Pesquisas de longa duração na restinga de Jurubatiba (ed. Rocha CFD, Esteves FA, Scarano FR). Rio de Janeiro: RIMA Editora. p.215-230.

  • Vieira MV, Faria D, Fernandez FAS, Ferrari S, Freitas S, Gaspar DA, Moura RT, Olifiers N, Procópio PP, Pardini R, Pires A, Ravetta A, Mello MAR, Ruiz C, Setz EZF. 2003. Mamíferos. In Fragmentação de ecossistemas: causas, efeitos sobre a biodiversidade e recomendações de políticas públicas (ed. Rambaldi D, Oliveira DAS). Brasília: Ministério do Meio Ambiente / SBF. p.125-151.

Teses

Se você quiser uma cópia das minhas teses, posso mandar por e-mail. Porém aconselho ler os artigos derivados delas, que são as versões finais dos respectivos trabalhos, melhoras após revisão em boas revistas. De qualquer forma, as introduções de ambas as teses podem ser úteis para alunos que desejam informações gerais sobre os temas.

Tese de Doutorado: Mello MAR. 2006. Interações entre o morcego Sturnira lilium (Chiroptera: Phyllostomidae) e plantas da familia Solanaceae. Pp. 144. Programa de Pós-Graduação em Ecologia. Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

Tese de Mestrado: Mello MAR. 2002. Interações entre o morcego Carollia perspicillata (Linnaeus, 1758) (Chiroptera: Phyllostomidae) e plantas do gênero Piper (Linnaeus, 1737) (Piperales: Piperaceae) em uma área de Mata Atlântica. Pp. 63. Programa de Pós-Graduação em Biologia. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

 

ENSINO

Tenho organizado e participado de cursos e palestras, geralmente abordando mutualismo, interações animal-planta, dispersão de sementes, método científico, comunicação científica, e ecologia de morcegos e mamíferos. Entre em contato, caso deseje maiores informações.